segunda-feira, 16 de março de 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

Zee German


Finalmente a explicação para a derrota de Munique...

quinta-feira, 12 de março de 2009

As coisas que se vão aprendendo...

Esqueça o metrossexual, que esbateu as diferenças de comportamento entre os dois sexos. Segundo um estudo encomendado pela Axe, elas preferem um homem capaz de encontrar um equilíbrio entre a virilidade e a sensibilidade. Que realce o seu lado mais forte e tradicional mas sem receio de ser sensível e emocional. Chamam-lhe neossexual e é o preferido de 80 por cento das 2800 mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e 35 anos, inquiridas pela empresa de estudos de mercado argentina Datos Claros em 14 países da Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia.

"É possível perceber que as mulheres, que dedicam tempo e energia a cuidar do corpo e da aparência física - para desenvolver o seu papel da mulher no jogo de sedução - recusem homens que decididamente entram na área do extremo cuidado corporal e se posicionam no jogo de sedução, que pertence às mulheres", explica um dos autores do estudo, o sociólogo colombiano Jaime Carmona.

Segundo o trabalho, no lugar do metrossexual, que abraçou atitudes antes apenas reservadas às mulheres, está a emergir uma nova identidade masculina, que passa pela recuperação de alguns valores do passado. "O neossexual é um homem que resgata as suas raízes mais viris mas que não proíbe o lado afectivo. Um homem síntese dos modelos anteriores que, seguindo o seu instinto, está à altura das necessidades da mulher actual".

Símbolo desta nova masculinidade é o cabedal, popularizado em ícones como James Dean ou Elvis Presley. Este material representa a mistura de firmeza e flexibilidade, de tradição e modernidade, que se espera do homem neossexual.

Números

- 72 por cento das mulheres inquiridas preferem um homem forte e decidido, que saiba o que quer.

- 85 por cento afirmaram que as seduz que o homem as beije com paixão e as leve à cama sem hesitar. Preferem um homem que tome a iniciativa na hora da sedução e que as faça sentir desejadas.

- 60 por cento não gostam que eles demorem mais tempo que elas a arranjar-se. Não se trata de não se cuidarem, mas sim de não passar mais tempo que elas em frente ao espelho.


Diferentes modelos de masculinidade

- Metrossexual: Homem que vive extremamente focado em si próprio, descobrindo o seu lado mais feminino. Traduz-se num homem cosmopolita e sem quaisquer complexos nas suas atitudes e actividades. Um dos maiores ícones é o futebolista britânico David Beckham.

- Tecnossexual: É uma evolução do modelo anterior. Homem que ainda toma muito em consideração o seu lado feminino mas vive numa obsessão constante por computadores e novas tecnologias.

- Ubersexual: Representa o regresso ao macho varonil, de aspecto bem masculino, não obcecado com a imagem. Personalizado em homens como Bono, vocalista dos U2, ou Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia.

- Neossexual: É o casamento perfeito entre virilidade e sensibilidade, o sonho da maioria das mulheres.

Fotos...





terça-feira, 10 de março de 2009

Por Mário Crespo

Votamos Freeport ou BPN?
Em Portugal, para os que gostam de grandes superfícies, nos próximos processos eleitorais só há duas opções. Ou votam Freeport ou votam BPN. Qualquer das escolhas é arriscada. A mais incerta, nesta altura, ainda é o BPN. Sabe-se que começa algures entre perdões fiscais num governo de Cavaco Silva, mas depois o rasto vai-se perdendo entre offshores e quadros de Miró, numa teia de descrições absurdas. Mas na investigação parlamentar do BPN há um elemento comum que tem transitado de sessão para sessão: o quase mutismo dos partidos do bloco central de interesses.
Os registos da comissão mostram que apesar das monstruosidades já apuradas os dois grandes partidos da democracia portuguesa anulam-se em silêncios comprometidos e questões irrelevantes, enquanto CDS, Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português mantêm a pressão que tem empurrado os declarantes para a velha táctica de defesa ensinada por Richard Nixon aos seus cúmplices no Watergate. "Respondam sempre que não se lembram dos pormenores. Nunca se auto-incriminem. Nunca prestem informação voluntariamente". E é isso que tem acontecido. No BPN, os administradores executivos dizem que não se lembram sequer uns dos outros, quanto mais do que quer que tenham feito em duas décadas de roda livre de governos PSD e PS, em que os dinheiros do BPN andaram por contas de partidos e por praças com tradições de grande ética financeira como Marrocos, Líbano e as Ilhas Cayman.
As transcrições das audições em Comissão Parlamentar do caso BPN parecem decalques das actas do Congresso Americano nos inquéritos de Watergate, tal é a profusão dos "não-me-recordo" e "não-o-conheço". Portanto, em qualquer das três eleições, um voto no BPN pode equivaler a apoiar algo que ainda está de facto por explodir, mas que explodirá quando Nuno Melo, João Semedo ou Honório Novo chegarem à fase de indagar sobre a participação dos serviços do BPN em processos eleitorais do passado-presente.
Com o BPN em fase pré-explosiva, o Freeport entrou na etapa pré-implosiva. Entre segredos de justiça e avales oficiais de inocência (surpreendentes para processos em segredo), a respeitabilidade do edifício judicial de investigação cai sobre si própria atingindo o absurdo das concomitantes "investigações sobre a investigação".
Daqui a questão: vota-se Freeport ou BPN? O voto no BPN já se sabe quanto nos custou. Entre as clemências tributárias no governo de Cavaco Silva e as compras de empresas tecnológicas nesse conhecido centro de ciência avançada que é Puerto Rico, os portugueses já desembolsaram 1,8 mil milhões de euros para pagar as megalomanias de dois membros do núcleo duro político do actual presidente da República.
O voto no Freeport ainda não se sabe quanto vai custar. De facto, até há o aspecto estranhíssimo do Freeport ser um completo e assumido desastre comercial. Para quê, então, gastar tanto milhão a alterar uma reserva da natureza que era, por ordenamento, inalterável? Era bom fazer esta pergunta antes do Freeport implodir para tentar compreender o que é que virá depois da implosão. Pelo sim pelo não, enquanto não houver respostas, acho que é altura de fugir destas grandes superfícies, senão acabamos esmagados por elas.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Porque no te callas...

Adeptos da Bola - O Emplastro Espanhol...

Fotos...





A Luta em acção de rua...

Nao viaje sozinho....

Uma boa Noticia...

Jel e o seu irmão Vasco, ou seja, os Homens da Luta, vão candidatar-se à Câmara Municipal de Lisboa.

A apresentação oficial vai decorrer na quinta-feira, dia 26 de Março, pelas 23 horas no Musicbox. Neste contexto, está planeado um concerto de música popular de intervenção.

Nelo e Falâncio farão ainda saber quais as medidas a implementar em caso de vitória. Acrescente-se que no MySpace estão já disponíveis alguns dos hinos da campanha.

sábado, 7 de março de 2009

sexta-feira, 6 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Aumentos em tempo de Crise

Aumentos. A partir das próximas eleições europeias, que em Portugal se realizam a 7 de Junho, os eurodeputados vão passar a ganhar um vencimento único. No caso dos portugueses, o aumento vai para o dobro do que ganhavam até aqui. De 3815 euros passam para os 7665 brutos. Isto sem esquecer outros subsídios

Harmonização salarial no Parlamento Europeu beneficia novos candidatos

Depois das próximas eleições europeias de 7 de Junho, com a entrada em vigor do novo Estatuto do Deputado do Parlamento Europeu (PE), os eurodeputados portugueses vão passar a receber mais do dobro do salário que recebiam até agora, no âmbito da harmonização salarial entre todos os deputados europeus. Se até aqui recebiam 3815 euros, pagos por Portugal e de acordo com a tabela salarial dos deputados à Assembleia da República (AR), os deputados portugueses eleitos para o PE vão passar a receber 7665 euros.

De acordo com as regras ainda em vigor, os eurodeputados são pagos pelo Estado membro de origem e, em regra, segundo as tabelas salariais dos deputados às assembleias nacionais. Neste quadro, entre os mais de setecentos deputados da assembleia comunitária, persistem disparidades salariais que vão desde os 900 euros auferidos pelos deputados búlgaros aos cerca de 12 mil que ganham os italianos, os mais bem pagos de todo o PE.

"Este Estatuto põe fim à violação do princípio de trabalho igual por salário igual", diz a deputada Edite Estrela, chefe da delegação socialista no PE. Carlos Coelho, deputado social-democrata no PE, concorda com a harmonização entre os deputados dos 27, já que "existia uma desigualdade" entre membros do PE. Ao contrário, Ilda Figueiredo, chefe dos comunistas no PE, alerta que o salário único "não tem em conta as realidades dos vários países". A deputada do PCP considera injustificável que "os eurodeputados ganhem mais do que os deputados do seu país", que é o caso de Portugal. Em contraponto, para Edite Estrela "justifica-se que um eurodeputado ganhe mais" do que um deputado da AR e que, além disso a harmonização existe também nos salários dos comissários europeus.

Em consequência do novo estatuto, e feitas as contas aos descontos a que são submetidos os salários, os parlamentares portugueses passarão a ganhar, em valor líquido, 5963 euros, quando, até aqui recebiam 2525 euros líquidos por mês.

Além disso, a juntar à remuneração propriamente dita, o PE transporta das regras actuais para as que entrarão em vigor depois de Junho, o chamado "subsídio de estadia" aos deputados. Esta ajuda de custo, no valor actual de 287 euros diários, é devida aos deputados "por cada dia de comparência a reuniões oficiais dos órgãos do Parlamento de que o deputado faça parte e que se realizem no interior da UE", lê-se no regulamento disponível na sítio da Internet do PE. A esta quantia acrescerá ainda uma outra, de 143 euros, caso a comparência tenha de ser feita fora da UE.

PE aposta na transparência

O novo regime vem ainda mudar as regras sobre o reembolso das despesas por viagens, um dos pilares mais contestado no que respeita aos subsídios aos parlamentares. Para os três deputados ouvidos pelo DN, o novo regime "é mais transparente", já que os membros do PE vão passar a ter de apresentar os comprovativos de despesas das viagens (os recibos da compra de bilhetes de avião e combóio) para serem reembolsados na exacta quantia que gastaram.

Até aqui, o regime impunha apenas que o deputado provasse que tinha feito a viagem para receber um montante fixo, calculado com base em três factores: o valor de uma tarifa flexível para uma dada viagem, uma quantia para deslocação até à estação ou aeroporto e, por fim, com base na distância percorrida. Edite Estrela explicou que as novas regras impedem situações de "aproveitamento inaceitável", já que o sistema permitia que, em potência, os deputados acabassem por receber dinheiro que na prática não tinham gasto.

- Não deixa de me parecer que estão a gozar com todos nós... mas ok, viva a transparencia e a democracia...

Por Mário Crespo

Sensação de que nada acontecerá

Está instalado no país um dorido sentimento de resignação de que nada vai acontecer nem no Freeport nem no BPN. Haverá cordeiros sacrificiais, mas que (para usar terminologia de offshore) estarão longe de ser os UBOs das fraudes.
Estão longe de ser os Ultimate Benificiary Owners porque o sistema em Portugal nunca chega, nem parece querer chegar, aos verdadeiros beneficiários do que quer que tenha acontecido a muitos milhões, entre bandos de flamingos desalojados para sempre do delta do Tejo, sobreiros seculares cujo abate é autorizado a peso de Euro e dinheiros partidários que têm circulado por blocos centrais de interesses desde o 25 de Abril. Mas como se fala em milhões de Euros sonegados e é cada vez maior a horda ululante de desempregados, precisa-se de bodes expiatórios para dar a imagem virtual de que, em Portugal, com bens públicos não se brinca. No Freeport, Charles Smith cumpre com o perfil para ser o primeiro imolado. Ver Mr. Smith a entrar e a sair do Tribunal de Setúbal entre câmaras de TV sugere que a justiça funciona. Depois, como é estrangeiro e é britânico, e como desde o Ultimato à Maddie em Portugal não gostamos dos Ingleses, Charles Smith é o suspeito perfeito para ser o corruptor num processo em que não há, e provavelmente nunca vai haver, corrompidos. Se os houvesse também pouco interessava. Em Portugal a corrupção detectada e não provada venera-se porque é sinal de esperteza. A bem investigada cai fora de prazo e deita-se fora. A apanhada em flagrante custa cinco mil Euros. No Banco Português de Negócios o bode que expia é Oliveira e Costa. A prisão preventiva dá a ilusão de que a justiça funciona mas o ameaçador mutismo do testa de ferro da bizarra construção de contabilidade prevaricadora grita acusações ao mais alto nível imaginável. A sua serena declaração de auto-incriminação (que é tudo o que realmente se sabe sobre Oliveira e Costa) é a mais ameaçadora postura na história portuguesa do crime sem castigo. Enquanto Oliveira e Costa se mantiver calado está seguro na zona dos privilegiados da prisão dos ricos. Quando falar (e ele acabará por falar), provavelmente, cai o regime. É materialmente impossível ser ele o único responsável pela infinita complexidade das urdiduras financeiras nos Second Lives do BPN e da SLN. Logo, ao assumir toda a culpa, Oliveira e Costa mente e encobre. Pelos montantes envolvidos ele não pode ter sido o único beneficiário dos dinheiros que saltaram continentes, vindos sabe-se lá de onde para a maior operação de Dry Clean na história de Portugal, e foram parar…sabe-se lá onde. O certo é que se traduziram em compras de poder e de influência que conseguem transtornar o normal funcionamento das instituições. O problema não é da justiça. Este Carnaval tivemos dois exemplos da celeridade vertiginosa com que o Ministério Público e a Polícia conseguem actuar quando querem. Num par de horas confiscaram, censuraram, ameaçaram, intimaram e intimidaram por causa de imagens de mulheres nuas apensas a um objecto de propaganda governamental e a um livro. Já no Freeport e no BPN, entre investigações, rogatórias e reguladores apáticos, os anos foram passando no dengoso bailado de impunidades rumo ao limbo de todas as prescrições. Hoje ficamos com aquela terrível sensação tão bem descrita por Torga, de que, apesar de estarmos todos a ver tudo nas angústias paradas da vida que não temos, nada vai acontecer.